segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Outro dia fiz duas seções de fotos com dois aglomerados quase irmão, pela proximidade.

Foi o M46 e M47. Estão cerca de 1 grau um do outro, e são dois aglomerados abertos.

As fotos ainda não estão 100%, porque para fotografar aglomerados com precisão é necessário um alinhamento polar muito preciso, o que fica difícil de ser feito da janela do meu quarto.

Mas pra quem começou outro dia acho que o resultado está muito bom.

M46 - Esse é o aglomerado aberto Messier 46. Ele se localiza a cerca de 5.000 anos-luz da Terra e possui centenas de estrelas num raio de mais ou menos 30 anos-luz. Sua idade é de aproximadamente 300 milhões de anos. O que acho mais interessante nesse aglomerado é que apesar de sua pouca idade, próximo ao seu centro, vemos uma nebulosa planetária, que é esse circulo esverdeado e um pouco maior que as estrelas. Essa nebulosa foi catalogada como a NGC-2438.  
Nebulosas planetárias são uma breve e derradeira fase na vida de uma estrela do tipo solar com alguns bilhões de anos de idade, cuja reserva central de combustível hidrogênio tenha se esgotado. Na verdade, estima-se que a velha NGC 2438 esteja a apenas 2.900 anos-luz de distância e se mova a uma velocidade diferente daquela dos membros do aglomerado M46, ou seja, ela não faz parte do aglomerado. está muito mais próxima de nós e apenas por coicidência está na mesma direção do aglomerado M46. A estrela central da nebulosa é uma anã branca de magnitude 17,7, com uma temperatura superficial de cerca de 75000 K. É uma das estrelas mais quentes conhecidas.

 M47 - Já havia postado uma foto do M47, mas essa ficou bem melhor. Ainda vou aperfeiçoá-la, mas fica nitida a melhora.
É um aglomerado aberto com várias estrelas brihantes, contendo cerca de 50 estrelas em uma região com 12 anos-luz de diâmetro. Em sua região central, a densidad estelar é de 16 estrelas por parsec cúbico, embora a densidade média do aglomerado seja de apenas 0,62 estrelas por parsec cúbico, segundo Åke Wallenquist. Está a uma distância de 1 600 anos-luz em relação à Terra e seu diâmetro aparente na esfera celeste é de 30 minutos de grau, praticamente o mesmo diâmetro aparente da Lua Cheia.

O aglomerado aberto foi descoberto pelo astrônomo italiano Giovanni Battista Hodierna antes de 1654, dscrevendo-o como a "nebulosa entre os dois cães" (referindo-se às constelações de Cão Maior e Cão Menor). Charles Messier redescobriu independentemente o objeto em 19 de fevereiro de 1771, descrevendo-o como um aglomerado mais brilhante do que seu companheiro aparente, Messier 46. Entretanto, Messier cometeu um erro na transcrição da posição do aglomerado e M47 permenceu um objeto perdido até 1959, quando foi identificado por T. F. Morris, juntamente com o também perido Messier 48. Mesmo com o erro de Messier, Caroline Herschel observou e identificou duas vezes o objeto no início de 1783. Seu irmão William Herschel, descobridor de Urano, também redescobriu independentemente o objeto em 4 de fevereiro de 1785, sendo a entrada H VIII.38 de seu catálogo.
O erro de Messier sobreviveu em muitos outros catálogos, incluindo o General Catalogue, de John Herschel (filho de William Herschel), que declarou que o "objeto não pôde ser visto" e que "provavelmente deveria ser um aglomerado muito tênue e pobre em estrelas", e o New General Catalogue, de John Louis Emil Dreyer.